Leitura Subjetiva

Certas coisas Você só fica sabendo aqui.

Honduras: ainda um mistério no ar

qua, 26 de agosto de 2009

Comissão de Chanceleres formada pela OEA relata visita ao país Centro-Americano.

 

No segundo e último dia de visita a Honduras (24 e 25/agosto/2009), a Comissão de Ministros de Relações Exteriores de sete países (Argentina, Canadá, Costa Rica, Jamaica, México, Panamá e República Dominicana) e acompanhada pelo Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, declara em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (25), que ainda não há um acordo definitivo por parte dos atuais governantes de Honduras em aceitar de volta o Presidente exilado, Manuel Zelaya, conforme o Acordo de São José, que determina o exercício da Liberdade e dos Direitos Humanos.

 

Para os opositores do Presidente, deposto no último 28/junho, o regresso de Zelaya poderia comprometer a paz e a estabilidade social do país, enquanto que os seguidores dele estão preocupados no que diz respeito à violação da integridade e dos direitos humanos para os que o apóiam.

 

Os membros da Comissão se reuniram com o Presidente Roberto Micheletti, representantes do Presidente Zelaya, com órgãos do Estado (Congresso Nacional, Tribunal Superior Eleitoral, Ministério Público, Corte Suprema e a Secretaria de Defesa e Forças Armadas), além de representantes das Igrejas Católica e Evangélicas, futuros candidatos à presidência, representantes da sociedade civil, empresários, inclusive com a Primeira Dama, Xiomara, esposa de Zelaya. Resumindo, os chanceleres ouviram tanto o lado que apóia o antigo governo, quanto o que é contra.

 

Caso Zelaya regresse ao país latino, ficará no cargo até 27 de janeiro de 2010. Mas, a partir do dia 1° de setembro deste ano já começam as campanhas presidenciais.

 

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Delegação de chanceleres visitará Honduras para negociar crise

sáb, 22 de agosto de 2009

No próximo dia 28 o golpe de estado já completa dois meses.

 

Na próxima segunda-feira (24/agosto/09), uma Comissão formada pelos Ministros de Relações Exteriores da Argentina, Canadá, Costa Rica, Jamaica, Panamá e República Dominicana, e acompanhada pelo Secretário-Geral da OEA, José Miguel Insulza, visitará Honduras para negociar uma solução para a crise que já dura há quase dois meses, após o golpe militar ocorrido no dia 28 de junho.

 

Além de se reunirem com representantes do governo de fato, os ministros discutirão soluções junto aos representantes de diversas organizações da sociedade civil, líderes da Igreja Católica hondurenha (que se manifestaram a favor do golpe) e de Igrejas Evangélicas, empresários, como também, com os possíveis candidatos a presidente da República, que disputarão o cargo numa eleição em 29 de novembro deste ano, de acordo com a Organização.

 

Para o Secretário, a visita ao país centro-americano será positiva, declarando estar animado com o espírito de diálogo e a disposição para escutar a todos os protagonistas relevantes do problema que já se prolonga por muito, e também acredita que com a paz restabelecida, Honduras se sairá forte dessa crise.

 

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OEA divulga a lista dos chanceleres que vão a Honduras

sex, 7 de agosto de 2009

A missão tem por objetivo negociar uma solução para a crise após o golpe de estado no dia 28 de junho de 2009.

 

Na próxima terça-feira (11/agosto/2009), uma comissão formada por Ministros de Relações Exteriores de seis países (Argentina: Jorge Taiana, Canadá: Peter Kent, Costa Rica: Bruno Stagno, Jamaica: Kenneth Baugh, México: Patrícia Espinosa, e República Dominicana: Carlos Morales Troncoso) chega a Honduras, para tentar negociar com o governo de fato uma solução para a crise política que se iniciou no dia 28 de junho deste ano, com a deposição do Presidente Manuel Zelaya, em um golpe militar.

 

Além dos chanceleres, a missão será acompanhada, segundo a OEA (Organização dos Estados Americanos), pelo Secretário-Geral, José Miguel Insulza, o Secretário de Assuntos Políticos da Organização, Victor Rico, e o Assessor Especial, John Biehl.

 

Entre os dias 17 e 27 deste mês, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) também irá a Honduras, para fazer um relatório à comunidade internacional, informando as condições de vida da população e checar se houve ou não violação de direitos.

 

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Mais ênfase para as negociações em Honduras

qua, 5 de agosto de 2009

País centro-americano receberá chanceleres para encontrar solução para a crise.

 

A partir da próxima semana, uma comissão formada por ministros de relações exteriores selecionados pela Organização dos Estados Americanos (OEA, estará em Honduras para negociarem com o governo de fato sobre uma solução para a crise, mas para isso precisam de garantias de que suas entradas serão permitidas, segundo a Organização. A divulgação dos nomes sairá até esta sexta-feira (7).

 

Além da visita de chanceleres, Honduras também receberá membros da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que vai relatar à comunidade internacional as condições do país após o golpe do dia 28 junho deste ano, para saber se houve violação de direitos humanos, entrevistando pessoas, filmando diversos locais, tendo acesso irrestrito a presídios e a qualquer cidadão hondurenho, sem represálias para os mesmos, conforme o estabelecido pela Convenção Americana sobre Direitos Humanos, e ratificado pelo governo em 1977, segundo a CIDH.

 

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Já está detida a autora do ataque à Globovisión

ter, 4 de agosto de 2009

Organismos internacionais condenam a invasão.

 

Está detida a suposta responsável pela invasão ao canal de TV Globovisión, ontem (03/agosto/09). A autora, Lina Ron, do partido político que apóia o governo, se apresentou à Justiça, que está investigando o ocorrido. No ataque pelo menos duas pessoas feridas e uma funcionária, grávida, desmaiou, segundo o canal.

 

Para o Presidente Hugo Chávez, o que Lina fez foi alimentar mais os rivais, numa atitude anti-revolucionária, prestando-se ao jogo do inimigo, e que ela receberia todo o peso da lei.

 

Pelo menos dois organismos internacionais de proteção aos Direitos Humanos e de Liberdade de Imprensa fizeram declarações, mostrando-se preocupados com a crítica situação do país sul-americano. Para o Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ), no continente americano, e para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão que trabalha como um aliado à OEA (Organização dos Estados Americanos), as autoridades venezuelanas precisam garantir a segurança dos jornalistas e demais funcionários da emissora, para que possam trabalhar com liberdade. A CIDH também informa que já está acompanhando desde 2000 a crescente intolerância à expressão crítica no país.

 

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Invasão ao canal de TV Globovisión

seg, 3 de agosto de 2009

O canal de TV venezuelano, Globovisión, foi, hoje, invadido por supostos integrantes de um partido político (no mínimo 30 pessoas) que apóia o governo, segundo a emissora.

 

No ataque, com direito a bombas de gás lacrimogêneo, pelo menos uma funcionária grávida desmaiou por inalar o produto, um segurança da emissora teve queimadura de primeiro grau, e uma policial a serviço da Corte Interamericana de Direitos Humanos ficou ferida quando tentava impedir a entrada dos manifestantes.

 

A Globovisión é um canal de oposição ao governo Chávez, enfrenta vários processos na Justiça, e tem resistido às pressões locais, inclusive podendo ser fechada a qualquer momento.

 

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Venezuela declara fechamento de emissoras de rádio

sáb, 1 de agosto de 2009

Organizações que defendem a liberdade de expressão e de informação comentam sobre a idéia da nova lei.

 

34 emissoras de rádio venezuelanas deixam oficialmente de existir, conforme pronunciamento feito ontem (31/julho/09) pelo Ministro que controla a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel). Algumas, porque tiveram as licenças de concessão vencidas, outras por renunciarem, ou então, pelo falecimento dos proprietários, segundo o canal Globovisión. Ao todo, 240 emissoras estão na lista negra do governo.

 

Por causa da sugestão da lei de delitos midiáticos, oferecida pela Procuradora-Geral do Ministério Público da Venezuela, que afirma não ser um atentado contra os meios de comunicação, mas sim a garantia de uma informação segura, diversas ONG’s de direitos humanos fizeram críticas à lei, que visa punir por até 4 anos de prisão os profissionais que divulgarem mensagens “falsas” ou que sejam prejudiciais aos interesses do governo.

 

Para o diretor da ONG Human Rights Watch, no continente americano, José Miguel Vivanco, a expressão “delito midiático” é ambígua, que isso seria um retrocesso gravíssimo para a liberdade de expressão, e ironiza em suas perguntas se seria a parodia política de um humorista e se a publicação de uma denúncia afetaria os interesses sacrossantos, segundo o canal venezuelano Televen. Inclusive, a ONG cita em sua página o Artigo 13, da Convenção Americana sobre os Direitos Humanos, aprovada pelo país sul-americano.

 

Outras organizações de proteção à liberdade de expressão, como a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e a Associação Internacional de Radiodifusão também criticaram a lei, inclusive, esta ONG, de acordo com o canal local Venevisión, solicitou à OEA uma missão para investigar os problemas que supostamente estão acontecendo na Venezuela. No dia 21 deste mês a OEA já havia se reunido com representantes do governo para discutirem as denúncias recebidas por violações de liberdade de expressão e de direitos humanos, e ontem foi a vez dos parlamentares de oposição à Chávez, que se reuniram com o Secretário-Geral, José Miguel Insulza, para falarem a respeito da democracia no país.

 

Para a Ministra da Comunicação e Informação, da Venezuela, Blanca Eekhout, os principais veículos de comunicação do mundo estão fazendo uma campanha agressiva contra o seu país, por quase sempre só citarem notícias negativas, e acusa os Estados Unidos por tentarem fazer um cerco contra o canal local, Telesur, que segundo ela, estaria rompendo tais barreiras, para assim estar presente em todo o mundo. A Telesur é uma emissora pertence aos governos de seis países latino-americanos (Argentina, Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e Venezuela), e vem se destacando pela série de coberturas feitas em Honduras, após o golpe militar.

 

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Terrorismo contra a liberdade de expressão cresce na Venezuela

qui, 30 de julho de 2009

O país pode ter lei contra delitos midiáticos.

Diante da crescente onda de denúncias contra liberdade de expressão na Venezuela, nas quais cerca de 240 emissoras de rádio podem perder a concessão, o país agora poderá ter uma lei contra delitos midiáticos, para controlar os meios de comunicação, sugerida pela Procuradora Geral do Ministério Público local, Luiza Ortega Diaz, que diz que o Estado precisa regular tal liberdade.

Em resposta à sugestão da promotora, o Colégio Nacional de Jornalistas venezuelano (CNP), órgão que protege a categoria, criticou a idéia, afirmando que isso é o primeiro passo para se criar a “Polícia do Pensamento”. O Colégio também fez um apelo à população, ressaltando que todos estão a um passo de serem punidos, por terem opiniões e torná-las públicas, segundo uma nota divulgada pela Globovisión, canal de oposição ao governo Chávez, e que pode ser fechado em breve.

Várias emissoras de rádio e TV podem ser punidas por divulgarem mensagens em favor do direito de propriedade privada (o que não está agradando ao governo). Por causa disso, a situação se intensifica cada vez mais, já que os meios de comunicação estão tentando se de se defender, ou ao menos terem o direito de levar informação aos cidadãos.

A situação naquele país é preocupante: no dia 21 deste mês, representantes do governo venezuelano se reuniram com o Secretário Geral da OEA, José Miguel Insulza, para discutirem sobre as denúncias de violação de direitos humanos e liberdade de expressão.

O cenário atual no continente americano é ocupado pelo golpe militar em Honduras, ocorrido no dia 28 do mês passado, e os fatos que supostamente estão acontecendo no país de Chávez podem significar mais uma justificativa para os golpistas, que alegam defender o país contra uma onda de “Chavismo”, devido ao relacionamento que o presidente hondurenho, Manuel Zelaya, tem com o venezuelano. Com o mundo focado no país da América Central, é mais fácil que a situação dos meios de comunicação venezuelanos passe despercebida por grande parte do mundo.

Além disso, a Venezuela está a um passo de fazer parte do Mercosul, só restando a decisão oficial do Brasil e do Paraguai.

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Um mês sem Zelaya

ter, 28 de julho de 2009

Se voltar, pode ser preso por traição à pátria.

 

Hoje faz um mês que o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi deposto do cargo num golpe militar. No entanto, os responsáveis alegam que não foi um golpe, mas sim uma sucessão constitucional, conforme divulga a Secretaria de Relações Exteriores hondurenha. Com isso, os líderes dos países que fazem parte da Organização dos Estados Americanos (OEA) decidiram retirar seus representantes naquele país, num protesto contra o mesmo.

 

No dia 05 deste mês, a Organização suspendeu Honduras do grupo, e desde então, o país deixou de receber a ajuda internacional e o petróleo que era enviado pela Venezuela.

 

Para os autores do golpe, o presidente deposto (que está na Nicarágua) infringiu a constituição local, ao tentar fazer uma consulta popular para uma possível reeleição (o que já tinha sido proibido pela justiça, por temer que o país se transformasse num “Chavismo”, devido à influência do presidente venezuelano). Mas, o ato também foi aprovado pela igreja católica hondurenha, que em declaração, pediu que Zelaya não voltasse, assim evitando um derramamento de sangue.

 

Várias tentativas de regresso ao país já foram feitas, e para evitar a entrada do presidente em Honduras, as fronteiras com a Nicarágua foram fechadas, inclusive a população está sendo submetida a toques de recolher. Se Zelaya voltar, poderá ser preso por crime de traição à pátria. No entanto, haveria uma possibilidade, caso ele desistisse dos seis últimos meses do mandato, ou então, se ele se submetesse à justiça, se tentaria buscar um novo mandante para o cargo, segundo uma carta do chefe de Estado hondurenho ao presidente da Costa Rica (que está mediando o caso), do dia 23 de julho deste ano.

 

Hoje, o Departamento de Estado Norte-americano decidiu revogar os vistos dos diplomatas e dos responsáveis que fazem parte do novo regime de Honduras. A atitude foi elogiada pelo Chanceler venezuelano, Nicolás Maduro Moros, que pede que a comunidade internacional faça valer os direitos internacionais sobre os seus diplomatas, que foram convidados a se retirarem de Honduras, pelo governo no qual ele considera nefasto, segundo a página do órgão.

 

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OEA comemora o 226° aniversário de Simón Bolívar

dom, 26 de julho de 2009

O continente americano está passando por processos de independência e mudanças políticas.

Nesta sexta-feira, 24 de julho de 2009, a Organização dos Estados Americanos (OEA) comemorou o 226° aniversário de nascimento de Simón Bolívar, um general venezuelano que foi responsável pelo processo de independência de vários países latino-americanos, no século XIX.

Bolívar é considerado um herói, um tipo de libertador para o continente, e tinha diversas ambições políticas, como a estabilidade, liberdade, igualdade e unidade do continente.

Nesta comemoração, membros da organização fizeram um apelo à unidade na região, o que não foi possível na época do general. No dia 28 de junho deste ano, o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi deposto do cargo por militares num golpe militar, e desde então várias tentativas para reassumir o poder já foram feitas, mas sem sucesso, porque o governo atual (não reconhecido pela OEA) ameaçou de prendê-lo caso ele voltasse ao país.

Atualmente, a Venezuela, país de Simón Bolívar, está passando por supostas crises de violações de direitos humanos e de liberdade de expressão, segundo as denúncias recebidas pela Organização. No dia 23 deste mês, jornalistas enviaram uma carta ao Ministério de Obras Públicas e Habitação, criticando as atitudes do órgão controlador de telecomunicações. Cerca de 240 emissoras de rádio podem ser fechadas porque não cumpriram com o prazo para atualização de dados ao órgão competente. O presidente da TV Globovisión, canal de oposição a Chávez, está proibido de deixar o país, e inclusive poderá perder a licença do mesmo, pois a emissora é acusada por fazer apologia à guerra, divulgar mensagens tendenciosas que causam medo e insegurança etc., ao mostrar propagandas em defesa do direito de propriedade privada, de acordo com o Ministério Público, o que vai contra as expectativas do governo, que está confiscando bens e nacionalizando-os.

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Jornalistas venezuelanos se manifestam sobre liberdade de expressão

qui, 23 de julho de 2009

Cerca de 240 emissoras de rádio poderão perder licença de transmissão

 

154 estações de rádio AM e 86 em FM na Venezuela podem não ter licença renovada, porque não cumpriram com o prazo de atualização de dados que terminou no dia 23 de junho, segundo o Conatel, órgão governamental que controla as telecomunicações naquele país.

 

O Comitê de Proteção a Jornalistas local (CPJ) enviou uma carta ao Ministério de Obras Públicas e Habitação, criticando a decisão do órgão regulamentador sobre a possibilidade do fechamento de diversas emissoras de rádio, garantindo restituição das concessões ao Estado.

 

No dia 3 deste mês foi aberto um processo administrativo contra as emissoras Globovisión, Venevisión, Televen, Meridiano TV e outras difusoras, por fazerem propagandas em defesa da propriedade privada. Segundo o Conatel, tais publicidades seriam uma apologia à guerra, por serem presunçosas, causarem medo e insegurança, além de danos à ordem pública, confundindo a população, pelo fato de o governo local estar fazendo uma campanha em favor da nacionalização, confiscando várias propriedades privadas.

 

Na carta, os jornalistas se queixam da atuação estatal que vai contra normas internacionais, porque os canais são obrigados a interromperem suas programações, cedendo espaço ao presidente Hugo Chávez, segundo a Globovisión.

 

No documento os profissionais citam o fato de o governo querer assumir 50% do controle da Globovisión, canal opositor ao Estado, e também que, as regras para a radiodifusão podem ser ditadas, no entanto, não podem violar os direitos humanos básicos, entre eles o acesso à informação, como consta na Constituição.

 

A Globovisión enfrenta quatro processos administrativos, inclusive o presidente da emissora, Gillermo Zulloaga, está proibido de sair do país e terá de se apresentar periodicamente ao Ministério Público. O empresário está sendo acusado por uma suposta fraude, por este órgão. Para o Comitê, tudo não passa de uma estratégia do governo venezuelano para fortalecer os meios de comunicação estatais e controlar o fluxo de informações e críticas.

 

No dia 21 deste mês, representantes do governo local se reuniram com o Secretário Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, para discutirem sobre as denúncias de supostas violações de direitos humanos e liberdade de expressão, destacando a Carta Democrática Interamericana, aprovada por todos os países membros, que trata sobre os direitos e deveres do grupo.

 

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Juíza venezuelana é destituída do cargo por ter se negado a aplicar medidas em razão da função

ter, 21 de julho de 2009

O presidente da emissora Globovisión terá de se apresentar a cada oito dias ao Ministério Público local.

 

Um novo juiz foi determinado para acompanhar o caso de Guillermo Zuloaga, presidente do canal de TV venezuelano, Globovisión, após a destituição da juíza, Alicia Torres Rivero, que se negou a aplicar sanções ao empresário, proibindo-o de deixar o país e obrigando-o a ter de se apresentar periodicamente junto ao Ministério Público local, para provar que continua na Venezuela, de acordo com as informações na própria rede.

 

Para a justiça local, as medidas aplicadas ao empresário pelo novo magistrado, foi uma substituição às ordens de Rivero, que segundo Zuloaga, não havia nenhuma notificação anterior da juíza.

 

Zuloaga está sendo processado por crime de fraude, segundo o Ministério Público. E, como parte da investigação contra o empresário, 24 veículos de sua propriedade foram confiscados.

 

A emissora foi multada no dia 10 deste mês, tendo que pagar mais de US$ 4 milhões de dólares, por supostos impostos não declarados com doações. A Globovisión é um canal oposicionista do governo Hugo Chávez, e tem sobrevivido, até agora.

 

Um ex-magistrado, que rejeitou a substituição da colega, diz que o Tribunal Supremo de Justiça Venezuelana (TSJ) é um curral judicial, que não há independência e nem liberdade de expressão, e afirmou que a juíza foi muito valente ao denunciar as pressões sofridas para ir contra a emissora.

 

A juíza não perdeu o cargo, pois para isso precisa passar por um processo disciplinar por membros da categoria.

 

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Presidente de TV venezuelana fica proibido de sair do país

qui, 16 de julho de 2009

Para o executivo a medida é um atentado contra a liberdade de expressão.

 

Mais uma emissora de TV da Venezuela está tendo problemas com o governo de Hugo Chávez. Desta vez é o canal de notícias Globovisión, que alega está sendo perseguido, segundo o presidente do canal, Guillermo Zuloaga.

 

A declaração de que está havendo um terrorismo judicial e um atentado contra a liberdade de expressão foi feita no canal, por Zuloaga, nesta quarta-feira, após criticar o Ministério Público local sobre a forma como soube que está proibido de deixar o país, alegando não ter recebido nenhuma notificação da justiça, e sim ter tomado conhecimento através de outros meios de comunicação.

 

O presidente da Globovisión diz que não vai deixar o país e que continuará dando às caras em todas as situações. Recentemente, a emissora teve que pagar multa de mais de US$ 4 milhões de dólares por supostos impostos referentes às doações feitas por contribuintes, segundo o site venezuelano, El Nacional.

 

Há poucos dias atrás, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, concedeu uma entrevista à Globovisión, a respeito de um possível diálogo entre o governo dela e o da Venezuela, e de acordo com o El Nacional, falta pouco para que a emissora saia do ar de vez, caso não adote outra postura (com base nas palavras do presidente sul-americano). Em maio de 2007, a RCTV, a mais antiga emissora de TV local, que se manifestava contra o governo venezuelano, não teve a licença renovada para o canal.

 

O continente americano está enfrentando atualmente diversos problemas, além da gripe (que é global), como o golpe de estado em Honduras, criticado pelo líder venezuelano, que apóia o presidente por direito, Manuel Zelaya. Inclusive, uma das justificativas do golpe é era para evitar o “Chavismo” no país da América Central. Neste processo de recolocar Zelaya no poder fala-se muito em direitos humanos e do povo, mas a liberdade de imprensa e de expressão também é um direito humano, e isso pouco a pouco está sendo deixado de lado para se dar atenção à coisas consideradas prioritárias.

 

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Novo governo de Honduras recebe apoio da Igreja

dom, 5 de julho de 2009

Igreja pede que a OEA preste atenção nos fatos que ocorreram antes mesmo do dia 28 de junho.

 

11 Bispos hondurenhos que fazem parte da Conferência Episcopal declararam neste sábado o apoio ao novo governo de Honduras, embora a Organização dos Estados Americanos (OEA) tenha suspendido o país do grupo. O pronunciamento foi feito um dia depois que o secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, se reuniu com os bispos, segundo a emissora venezuelana, Telesur.

 

A Igreja Católica de Honduras pede à OEA que preste atenção nos fatos que vêm acontecendo antes mesmo do golpe no fim do mês passado. Já, de acordo com o jornal hondurenho, La Prensa, a instituição religiosa comenta que o país não pode se entregar ao “Chavismo” e nem a ninguém, e que precisa ser independente.

 

O presidente Manuel Zelaya foi deposto de seu cargo no dia 28 de junho, por querer realizar uma consulta popular para uma possível reeleição, mesmo com a proibição da justiça local. Por causa disso, considerando que a consulta não feria o direito à liberdade, já que seria a própria população a decidir de modo democrático tal possibilidade, os líderes que fazem parte da organização retiraram seus embaixadores como forma de protesto e não reconhecem o governo invasor.

 

No entanto, é preciso questionar se o fato de uma instituição religiosa estar apoiando um governo de modo direto é ou não uma regressão da sociedade, já que antigamente política e religião se misturavam e ambas compartilhavam, ao mesmo tempo que disputavam, o poder.

 

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Lula condena golpe militar em Honduras

ter, 30 de junho de 2009

Estações de rádio e TV tiveram sinais cortados.

 

O presidente Lula faz críticas ao golpe militar em Honduras, no dia 28 deste mês, o qual retirou à força o presidente hondurenho, Manuel Zelaya, e o expulsa do país.

 

Para Lula, o país da América Central pode ficar ilhado. Nós não podemos aceitar ou reconhecer qualquer novo governo que não seja o presidente do Zelaya, porque ele foi eleito diretamente pelo voto, cumprindo as regras da democracia. E nós não podemos aceitar mais, na América Latina, alguém querer resolver o seu problema de poder pela via do golpe, porque nós não podemos aceitar que alguém veja alguma saída para o seu país fora da democracia, fora da eleição livre e direta.”, disse Lula, nesta segunda-feira (29/junho/09), em entrevista no programa Café com o Presidente, transmitido todas as segundas pela EBC, via satélite, pelo mesmo canal de distribuição de A Voz do Brasil.

 

Além do Brasil, outros líderes mundiais não apóiam o golpe, e por isso estão retirando os seus embaixadores em Honduras, como a Venezuela, e agora, o México.

 

Para o presidente americano, Barack Obama, o golpe não foi legal, segundo a Rede CNN. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que poderá suspender o envio de petróleo a Honduras, conforme o canal de TV Telesur. Em nota, a rede informa que teve sua equipe de reportagem ameaçada por militares de Honduras. No site da emissora venezuelana, a enviada especial pra cobrir o conflito conta que os militares foram violentos e lhes apontaram armas.

 

Num ato contra a democracia, o governo invasor cortou os sinais de transmissão de várias estações de rádio e TV, entre elas o canal CNN em Espanhol e a TV Telesur, segundo as próprias emissoras.

 

Pelo menos 15 pessoas saíram feridas de um confronto entre as forças armadas de Honduras e seguidores do presidente Zelaya, segundo a TV mexicana Televisa.

 

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