Um mês sem Zelaya
ter, 28 de julho de 2009
Se voltar, pode ser preso por traição à pátria.
Hoje faz um mês que o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi deposto do cargo num golpe militar. No entanto, os responsáveis alegam que não foi um golpe, mas sim uma sucessão constitucional, conforme divulga a Secretaria de Relações Exteriores hondurenha. Com isso, os líderes dos países que fazem parte da Organização dos Estados Americanos (OEA) decidiram retirar seus representantes naquele país, num protesto contra o mesmo.
No dia 05 deste mês, a Organização suspendeu Honduras do grupo, e desde então, o país deixou de receber a ajuda internacional e o petróleo que era enviado pela Venezuela.
Para os autores do golpe, o presidente deposto (que está na Nicarágua) infringiu a constituição local, ao tentar fazer uma consulta popular para uma possível reeleição (o que já tinha sido proibido pela justiça, por temer que o país se transformasse num “Chavismo”, devido à influência do presidente venezuelano). Mas, o ato também foi aprovado pela igreja católica hondurenha, que em declaração, pediu que Zelaya não voltasse, assim evitando um derramamento de sangue.
Várias tentativas de regresso ao país já foram feitas, e para evitar a entrada do presidente em Honduras, as fronteiras com a Nicarágua foram fechadas, inclusive a população está sendo submetida a toques de recolher. Se Zelaya voltar, poderá ser preso por crime de traição à pátria. No entanto, haveria uma possibilidade, caso ele desistisse dos seis últimos meses do mandato, ou então, se ele se submetesse à justiça, se tentaria buscar um novo mandante para o cargo, segundo uma carta do chefe de Estado hondurenho ao presidente da Costa Rica (que está mediando o caso), do dia 23 de julho deste ano.
Hoje, o Departamento de Estado Norte-americano decidiu revogar os vistos dos diplomatas e dos responsáveis que fazem parte do novo regime de Honduras. A atitude foi elogiada pelo Chanceler venezuelano, Nicolás Maduro Moros, que pede que a comunidade internacional faça valer os direitos internacionais sobre os seus diplomatas, que foram convidados a se retirarem de Honduras, pelo governo no qual ele considera nefasto, segundo a página do órgão.
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